FOLCLORES

* BICHO- PAPÃO


       Desci lá do telhado para me apresentar. Sou um monstro peludo e grandalhão. Tenho olhos vermelhos cor- de- fogo, alguns dizem que sou transparente e consigo atravessar as paredes como um fantasma que assombra as casas durante a noite. E o meu nome é bicho-papão.
       À noite, vou buscar crianças teimosas que na hora de dormir querem brincar. Subo no telhado e entro no quarto. Fico atrás da porta até a hora de atacar.
       Fico de olho se a criança está dormindo. Posso me transformar naquilo de que ela tem mais medo. Se ela não pegar no sono, levo a danada embora, vou a um lugar escondido, do qual guardo segredo.
       Sou um bom comilão, tenho muito apetite. Antes de assombrar, na cozinha faço uma visita. Abro a geladeira e vasculho os armários, como bastante porque a fome me irrita. Dizem que o meu nariz cresceu muito. Isso de tanto eu ir aos berços bisbilhotar. Mas não sou malvado, não. Vou mostrar as cantigas que podem me espantar, basta olhar na página de músicas que tem acima neste blog.

* BOITATÁ

       Muita atenção! Vou contar a minha história, sou uma cobra de fogo e comigo tenha cuidado. Moro na água e assombro as beiras dos rios, de Boitatá sou chamado.
       Dizem que de noite sou uma alma penada, pago meus pecados deslizando na escuridão. Mas eu protejo os campos dos incêndios. Persigo quem põe fogo no mato sem razão. Aquele que me encontrar enfrenta um perigo. Pode até ficar cego, enlouquecer ou morrer. O melhor é parar, fechar os olhos e não respirar. Nada de fugir: Vou atrás de quem tentar correr.
       O meu fogo não queima o mato ou a grama. Ele é mágico e a água dos rios não esquenta, tenho chamas que machucam o inimigo. Ilumino a noite e sigo pelos campos atenta. No sertão nordestino tenho um nome diferente, de fogo corredor eles costumam me chamar. Minha história eu já contei, mas resta uma surpresa. Uma cantiga de roda eu vou ensinar, basta ir no canto direito superior onde está escrito músicas e procurar por Boitatá.

* BOTO COR- DE- ROSA


       Sou o Boto, um golfinho do Rio Amazonas. Nadei até aqui e a minha história eu vou contar. De dia fico na água, e de noite sou um mistério. Dizem que em homem posso me transformar.
       A transformação só acontece ao anoitecer. Eu viro um moço bonito, alto e bem forte. Mas ainda fica um furo no alto da minha cabeça. Então uso um chapéu para essa marca esconder.
       Gosto de dançar e nos bailes procuro um amor. Nas festas sempre deixo uma moça apaixonada. No fim da noite, largo tudo e volto a ser Boto. Vou logo para o rio onde é a minha morada.
       Os pescadores por mim têm grande respeito. Mesmo sendo conquistador, sou um bom golfinho. Amparo a canoa no temporal e ajudo na pesca. Empurrando com o focinho, salvo quem cai na água, sigo conquistando as mulheres de perto do rio. Não faço mal a ninguém, só quero namorar. Vejo uma moça bonita passando bem ali. Uma música que aprendi para ela eu vou cantar. Agora é só você explorar no canto superior direito as músicas que estão lançadas pra vocês...

* BUMBA MEU BOI

       Pode me chamar de Bumba meu boi, sou um boi diferente, colorido e festeiro. Feito de papelão, madeira, panos e fitas. Minha festa é de Novembro a 6 de Janeiro. No Brasil inteiro, todos me conhecem. Tenho um nome diferente em cada região. Boi- Bumbá, Boi de reis, Boi- Calemba, seja como for, minha festa é uma tradição.
       Por onde eu passo vou brincando e divertindo. O povo me acompanha com grande euforia. Vão vestidos de vaqueiros, com roupas coloridas. Seguimos de casa em casa, com muita alegria. Com música e dança, conto esta história:
Meu patrão me encontrou morto e triste ficou. E com esta música vocês me lembrarão, basta olhar na página de músicas.

* CUCA



* CURUPIRA


       Eu vim lá da floresta para me apresentar, meu nome é Curupira. Viver na mata é meu destino, sou um índio pequeno, mas muito forte. Tenho cabelos vermelhos, meus calcanhares são para frente e meus pés ficam voltados para trás e corpo de menino.
       Deixo pegadas ao contrário que enganam muita gente. Às vezes me confundem com o caipora. Ele tem os pés normais, mas em mim é diferente. Tomar conta de toda a mata é a minha missão, cuido dos bichos e brigo com quem caça por maldade. Faço os caçadores se perderem no caminho, e, se for preciso, ataco sem piedade.
       Das plantas e das árvores também sou protetor, cuido delas com carinho e de todas sou camarada. Se ameaçar uma tempestade, fico atento. Examino com cuidado se resistem à chuvarada. Gosto de ganhar presentes de quem entra na mata, flecha, fumo ou comida para mim poder deixar. Já me apresentei e é hora de voltar. Vou embora, mas deixo duas cantigas da nossa cultura popular. Olhe lá no cantinho que está escrito músicas já!

* LOBISOMEM


Auuuuu! O meu nome é lobisomem. Minha vida é cercada de mistério. Sou metade lobo, metade homem. Gosto de assombrar as ruas e o cemitério.
       Durante o dia, sou um homem magro e pálido. Sexta- feira, à meia- noite, fico muito diferente, a Lua brilha e viro o terrível Lobisomem. Peludo e forte, ataco sempre quem eu encontro pela frente.
       Volto a ser humano se cumprir a minha tarefa: visitar sete cemitérios antes do amanhecer, passo por colinas, vilas e encruzilhadas. No final, fico a noite inteira a correr. Se depois de sete irmãs nascer um menino, cuidado! Ele será um lobisomem, talvez parente de um que já foi Lobisomem. Quando 13 anos completar, um Lobisomem ele será. Comigo foi assim e não posso ser ferido. Viro homem para sempre, se alguém me machucar.
       Quem se sujar com o meu sangue, é capaz de virar lobisomem também e segue a minha maldição. Assim como eu, vai uivar para a Lua sem saber o por quê. E é para ela que canto esta canção;

A Lua vem saindo...
E a música continua na pasta de músicas.

* MULA SEM CABEÇA


       Quando ouvir um relincho alto é um gemido, um barulho de cascos de ferro a galopar, saiba que sou eu, a mula sem cabeça. E quem cruzar meu caminho, eu vou assombrar, sou uma moça que em Mula se transforma, na noite de quinta- feira, ainda mais se é Lua cheia. Fiquei assim por ser a mulher do padre. E antes de virar mula dizem que eu não era feia.
       Solto fogo e de longe se ouvem os meus relinchos estridentes, os meus cascos são de ferro ou de prata, galopo a noite toda e eles são bem resistentes. Para me desencantar precisa ser corajoso, tem de me espetar até o meu sangue pingar. Um outro jeito é tirar o meu cabresto, se isso acontece, viro mulher e começo a chorar.
       Enquanto ninguém desfaz o meu feitiço, continuo sem cabeça pela noite a assustar, deixe- me seguir de vez o meu caminho. Antes de sair, duas músicas vou ensinar.

* O DEMÔNIO NO JARRO- FOLCLORE JUDAICO

* SACI PERERÊ


       Sou um moleque travesso de uma perna só, fico invisível quando bem entender, fumo cachimbo e tenho as mãos furadas. O meu nome é Saci Pererê. Sou esperto, ligeiro, mas tenho um segredo. A minha carapuça não deixo ninguém tirar, sem ela perco os meus poderes e quem pegá- la ganha um desejo que devo realizar.
       Quando chego, dou um assobio misterioso. Dizem que sou maldoso e também brincalhão, escondo brinquedos, tranço a crina dos cavalos, derramo sal na cozinha e faço a maior confusão. Existe outro segredo que só conto uma vez: Tem um saci em cada redemoinho de vento. Para me pegar é preciso ser bem rápido e jogar em mim uma peneira ou um rosário bento. A noite é uma festa! Hora de reunir todos os sacis e planejar travessuras para o país inteiro. Xi! Chegou a hora de eu dar no pé. Despeço- me com uma cantiga do folclore brasileiro que se encontra na página de músicas

Nenhum comentário:

Postar um comentário